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Melanoma

Dra. Cynthia Holzmann Koehler - CRM PR 24783 - Cancerologista Clínica do Complexo Ispon

O melanoma cutâneo é um câncer de pele que se origina nos melanócitos. Estas são as células responsáveis pela pigmentação. Predomina entre os adultos brancos e grupos de maior risco são os do fototipo I e II, ou seja: pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Entre os outros principais fatores de risco para a doença destacam-se a exposição exagerada ao sol, história anterior de câncer de pele ou em algum familiar, nevos (pintas) displásicos congênitos.

E, apesar de o câncer de pele ser o mais frequente no Brasil, atingindo até 1/4 (25%) de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa somente 4% das neoplasias malignas do órgão. É uma lesão maligna potencialmente grave, cuja estimativa de novos casos para o Brasil em 2013 segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer) era de 6.130. A mortalidade em 2010 correspondeu a 1507 casos, sendo 842 homens e 665 mulheres.

O melanoma tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade, porém as taxas de curas são elevadas se detectado nos estádios iniciais. Pode se apresentar como manchas ou nódulos. Geralmente, desenvolve-se sobre uma pinta pré-existente com sinais característicos de malignidade. Tais sinais podem ser resumidos na regra básica do ABCD: A de assimetria; B, de bordas irregulares; C, de coloração e D, de diâmetro, maior > 0,6mm. Sangramento, prurido ou feridas que não cicatrizam devem ser avaliadas.

O diagnóstico inicial é clínico e avalia a lesão. A biópsia e a dermatoscopia são exames complementares importantes para confirmar o diagnóstico. O tratamento do melanoma maligno inclui cirurgia da lesão primária, quimioterapia e imunoterapia, de acordo com o estadiamento da doença. Quando a espessura é maior do que 4mm, a doença ainda pode ser curada, mas o risco de metástases é mais alto.

Para prevenir o surgimento de lesões do melanoma deve-se evitar a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, quando os raios solares são mais intensos. E, mesmo fora destes horários,  recomenda-se a utilização de proteção como guarda-sol, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção 30  ou superior.

O Complexo Ispon, com o objetivo de debater este tema, reuniu no dia 25 de julho diversos oncologistas, patologistas, dermatologistas e outros profissionais da saúde para o Fórum Interativo 2015 sobre Melanoma Cutâneo. Dentre os principais assuntos abordados, destaque para Dermatoscopia digital e sua contribuição e seguimento dos pacientes, palestra ministrada pelo cirurgião oncológico Dr. Ney Takizawa, do Núcleo de Dermatologia Oncológica Oncopelle, de Curitiba, e Tratamento locorregional, tema abordado pelo cirurgião oncológico Dr. André Molina, do Hospital AC Camargo, de São Paulo.